'Pisando forte,a boca entre aberta se fecha em uma linha e tenta esquivar seus pensamentos que a levam para o desconhecido mais uma vez,seria aquele espelho tão encantador de maneira que lhe tirasse tudo aquilo que antes lhe feria tanto,e que agora já é uma dor tão insignificante perto das dores que estão refletidas,mas que não lhe pertencem?'
Eu cheguei ao desconhecido e ele me parecia tão encantador e familiar,era uma sala branca e com apenas um quadro na parede central,como um golpe eu vi apenas palavras surgindo pelas paredes sendo escritas,eram meus pensamentos que rodavam e escorriam pelas minhas mãos,e em instantes a sala teve suas paredes preenchidas e eu tapava os olhos recusando olhar e reconhecer todos aqueles pensamentos mudos que gritavam ali.Olhei para o quadro que me parecia tão distante agora,tentei me aproximar,dei uns passos com receio e me assustei quando percebi que o quadro era um espelho,não refletia minha imagem,refletia tudo o que eu já conhecia muito bem,e esse espelho nem era meu,nem me pertencia,mas estava ali,refletindo e me mostrando que não sou única,estava ali fazendo diferença entre todas aquelas tribulações.Presa a meus pensamentos um único agora me aparecia,e ocupou o lugar de tudo aquilo que me perturbava,mas de uma maneira perturbadora também,aquilo maquinava de maneira engraçada dentro de mim,flutuava como uma idéia que jamais poderia ser descoberta,mas me tirou uns instantes de sono,e eu imaginei que aquilo sumiria ao amanhecer,mas eu estava enganada.Aquilo que me foi entregue de maneira tão 'igual' me chamou atenção,talvez por querer exercer novamente meu altruísmo,talvez por eu gostar tanto que as coisas fiquem subentendidas.Mas eu preciso medir minhas palavras,tenho medo que tudo se entenda de maneira errada,eu sempre estive disposta a fazer algo sem querer nada em troca,mas tenho medo de pensamentos alheios que insistem em apontar intenções,mas eu não sou assim...
canta.
Há 9 anos
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