
"Ela evita a vida esperando evitar você,ela esqueceu o próprio nome com medo de lembrar você,ela parou de respirar por medo do essencial voltar a ser você,e o nome só uma incógnita,a vida só mais uma,e o ar só um capricho..."
Ela olhava a chuva caindo através do vidro do carro,fechou os olhos e sorriu quando se lembrou que havia entregado palavras certas para a pessoa errada.Ela se culpa constantemente por isso,ela rasga as folhas do seu caderno de anotações,o você de suas anotações não poderia ser a pessoa errada,mas era,sempre foi.Ela se levanta da cama de madrugada e se tranca no banheiro,se olha no espelho e acha graça da sua cara de insônia,e começa a justificar cada expressão que faz,começa a desviar os pensamentos de quem a fez assim,ela chora,e ri ao ver sua maquiagem dando uma cor aquelas lágrimas,ela chora,chora e chora,como uma criança sozinha.Ela volta pro quarto,e mergulha na própria solidão,ultimamente sua única companhia,ela pega o celular e disca,digita alguns vestígios de sentimentos que ficaram,que mais uma vez vai parar na caixa de rascunhos,ao lado das outras nunca enviadas,ela não sabe,mais do outro lado existe alguém trocando os canais da tv,com uma xícara de café e o celular na mão,acompanhada de umas poucas lágrimas...
Pegue o celular e disque pra mim, seja a hora que for. Mesmo que não fale nada; que só precise saber que tem alguém ouvindo suas lágrimas.
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